Ultrassom 360°
Pocket Manual

General ultrasound and Doppler in your pocket

Reference measurements from fetus to elderly, Doppler criteria, calculators and checklists — with the source for every value. Install it on your home screen and use it offline.

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Support material for health professionals. Values vary with technique, equipment and population; check the source and correlate clinically.

Fígado e vias biliares

Fígado e vias biliares

Fígado — diâmetro longitudinal do lobo direito

Normal
≤ 13 cmnormal em 93% dos casos (Gosink)
Limítrofe
13–15,5 cminterpretar com biotipo e forma do lobo
Hepatomegalia
≥ 15,5 cmaumentado em 75% dos casos (Gosink)
Idoso (≥ 65 anos)
tende a reduzir com a idadeinterpretar junto com biotipo

Como medir: Corte longitudinal na linha hemiclavicular direita, da cúpula diafragmática à borda inferior do lobo direito.

Lobo de Riedel pode simular hepatomegalia: avaliar forma do lobo e a relação com o rim direito.

Fontes (2)
  • Gosink BB, Leymaster CE. Ultrasonic determination of hepatomegaly. J Clin Ultrasound. 1981;9:37-41.
  • Kratzer W et al. Factors affecting liver size: a sonographic survey of 2080 subjects. J Ultrasound Med. 2003;22:1155-61.
Fígado e vias biliares

Vesícula biliar — dimensões e parede

Comprimento
até ~10 cm
Diâmetro transverso
até ~4 cm> 4 cm com dor: pensar em hidropsia/obstrução
Espessura da parede
≤ 3 mm

Como medir: Jejum de 6–8 h. Parede medida na parede anterior, perpendicular ao feixe.

Parede espessada não é sinônimo de colecistite: hipoalbuminemia, hepatite, IC e vesícula contraída (pós-prandial) também espessam.

Fontes (1)
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound. 5th ed. Elsevier; 2018 — capítulo de vesícula e vias biliares.
Fígado e vias biliares

Colédoco (via biliar principal) — calibre

Adulto
≤ 6 mm
Idoso
até 8,5 mmcalibre aumenta com a idade; limite proposto por Bachar et al.
Pós-colecistectomia
até ~10 mm sem sintomas/colestase

Como medir: Medir de parede interna a parede interna, no ponto de maior calibre, anterior à veia porta, no hilo hepático.

Calibre isolado não fecha diagnóstico: correlacionar com enzimas canaliculares, bilirrubina e clínica.

Fontes (2)
  • Bachar GN et al. Effect of aging on the adult extrahepatic bile duct: a sonographic study. J Ultrasound Med. 2003;22:879-82.
  • Horrow MM. Ultrasound of the extrahepatic bile duct: issues of size. Ultrasound Q. 2010;26:67-74.
Fígado e vias biliares

Veia porta — calibre

Adulto
≤ 13 mm> 13 mm sugere hipertensão portal (baixa sensibilidade)

Como medir: Medir no hilo, onde cruza a artéria hepática, em respiração tranquila.

Avaliar junto com velocidade e sentido do fluxo (ver aba Doppler) e sinais de hipertensão portal.

Fontes (1)
  • Weinreb J et al. Portal vein measurements by real-time sonography. AJR. 1982;139:497-9.
Fígado e vias biliares

Hipertensão portal — sinais ao ultrassom e Doppler

Calibre da veia porta
> 13 mmsinal pouco sensível (~42%)
Velocidade média da porta
< 15 cm/snormal ~20 cm/s (Zironi: 19,6 ± 2,6 × 13,0 ± 3,2 na cirrose)
Sentido do fluxo portal
bidirecional ou hepatofugal = hipertensão portal avançada
Variação respiratória da esplênica/mesentérica
ausentesens. ~80%, esp. 100% (Bolondi)
Índice de congestão (área ÷ velocidade)
> 0,1 cm·snormal 0,07 ± 0,03; cirrose 0,17 ± 0,08
Circulação colateral
veia paraumbilical recanalizada, gástrica esquerda > 6 mm, shunt esplenorrenal
Outros
esplenomegalia, ascite, fígado de contornos irregulares
Elastografia (Baveno VII)
≥ 25 kPa (transitória) = hipertensão portal clinicamente significativaver item de elastografia

Como medir: Jejum, decúbito dorsal, respiração tranquila. Doppler da porta no hilo com ângulo ≤ 60°; esplênica e mesentérica superior em inspiração e expiração.

Nenhum sinal isolado confirma ou exclui: combine achados em modo B, Doppler e elastografia.

Fontes (5)
  • Zironi G et al. Value of measurement of mean portal flow velocity by Doppler flowmetry in the diagnosis of portal hypertension. J Hepatol. 1992;16:298-303.
  • Bolondi L et al. Ultrasonography in the diagnosis of portal hypertension: diminished response of portal vessels to respiration. Radiology. 1982;142:167-72.
  • Moriyasu F et al. "Congestion index" of the portal vein. AJR. 1986;146:735-9.
  • McNaughton DA, Abu-Yousef MM. Doppler US of the liver made simple. RadioGraphics. 2011;31:161-88.
  • de Franchis R et al. Baveno VII — Renewing consensus in portal hypertension. J Hepatol. 2022;76:959-74.
Fígado e vias biliares

Esteatose hepática — classificação

Grau 0 (normal)
ecogenicidade igual ou discretamente maior que o córtex renal
Grau 1 (leve)
aumento difuso da ecogenicidade; diafragma e paredes dos vasos intra-hepáticos bem vistos
Grau 2 (moderada)
visualização prejudicada das paredes dos vasos portais e do diafragma
Grau 3 (acentuada)
diafragma e paredes dos vasos portais não visualizados; atenuação posterior importante
CAP (FibroScan) — S ≥ 1
≥ 248 dB/m
CAP (FibroScan) — S ≥ 2
≥ 268 dB/m
Escore de Hamaguchi (0–6)
contraste hepatorrenal, atenuação, vasos e esteatose focal poupada

Como medir: Comparar a ecogenicidade do fígado com o córtex renal direito e o baço; avaliar a atenuação posterior, as paredes dos vasos portais e o diafragma.

A graduação visual é subjetiva e só detecta esteatose a partir de ~20–30% dos hepatócitos. Fibrose avançada também aumenta a ecogenicidade.

Fontes (3)
  • Hamaguchi M et al. The severity of ultrasonographic findings in nonalcoholic fatty liver disease reflects the metabolic syndrome and visceral fat accumulation. Am J Gastroenterol. 2007;102:2708-15.
  • Karlas T et al. Individual patient data meta-analysis of controlled attenuation parameter (CAP) technology for assessing steatosis. J Hepatol. 2017;66:1022-30.
  • EASL Clinical Practice Guidelines on non-invasive tests for evaluation of liver disease severity and prognosis — 2021 update. J Hepatol. 2021;75:659-89.
Fígado e vias biliares

Elastografia hepática — valores de referência

ARFI/pSWE/2D-SWE — ≤ 5 kPa (≤ 1,3 m/s)
alta probabilidade de fígado normalSRU 2020, "regra dos quatro"
ARFI/SWE — < 9 kPa
exclui doença hepática crônica avançada compensada (DHCAc)sem outros sinais clínicos
ARFI/SWE — 9–13 kPa
sugere DHCAc; pode precisar de outro teste
ARFI/SWE — > 13 kPa
altamente sugestivo de DHCAc
ARFI/SWE — > 17 kPa
sugere hipertensão portal clinicamente significativa
Transitória (FibroScan) — < 10 kPa
exclui DHCAcBaveno VII, "regra dos cinco"
Transitória — 10–15 kPa
sugere DHCAc
Transitória — > 15 kPa
altamente sugestivo de DHCAc
Transitória — < 15 kPa e plaquetas > 150.000
exclui hipertensão portal significativa
Transitória — ≥ 25 kPa
hipertensão portal clinicamente significativa

Como medir: Jejum ≥ 4 h, decúbito dorsal, braço direito elevado, via intercostal no lobo direito, 1,5–2 cm abaixo da cápsula, em apneia neutra. 10 medidas; IQR/mediana ≤ 30% (kPa).

Superestimam a rigidez: inflamação (transaminases altas), congestão (IC), colestase, alimentação recente e medida em inspiração profunda. Os cortes variam entre técnicas: informe o equipamento e o método.

Fontes (2)
  • Barr RG et al. Update to the Society of Radiologists in Ultrasound Liver Elastography Consensus Statement. Radiology. 2020;296:263-74.
  • de Franchis R et al. Baveno VII — Renewing consensus in portal hypertension. J Hepatol. 2022;76:959-74.
Fígado e vias biliares

Fibrose hepática — graus (METAVIR) e cirrose

F0
sem fibrose
F1
fibrose portal sem septos
F2 (significativa)
fibrose portal com poucos septos≥ 7,1 kPa (Castéra, hepatite C)
F3 (avançada)
numerosos septos, sem cirrose≥ 9,5 kPa (Castéra)
F4 (cirrose)
nódulos de regeneração≥ 12,5 kPa (Castéra)
Sinais de cirrose ao modo B
contorno nodular, hipertrofia do caudado e do lobo esquerdo, ecotextura grosseira, sinais de hipertensão portal

Como medir: Os cortes em kPa dependem da doença de base. Abaixo, elastografia transitória na hepatite C (Castéra), a mais usada como referência histórica.

Na DHGNA/MASLD e em outras etiologias os cortes são diferentes; prefira a estratificação de DHCAc (item de elastografia).

Fontes (2)
  • Castéra L et al. Prospective comparison of transient elastography, Fibrotest, APRI, and liver biopsy for the assessment of fibrosis in chronic hepatitis C. Gastroenterology. 2005;128:343-50.
  • EASL Clinical Practice Guidelines on non-invasive tests for evaluation of liver disease severity and prognosis — 2021 update. J Hepatol. 2021;75:659-89.

Baço e pâncreas

Baço e pâncreas

Baço — eixo longitudinal

Adulto
até 12–13 cm> 13 cm: esplenomegalia
Espessura
até ~5 cm
Índice esplênico (comprimento × espessura, cm)
até 60> 60 sugere esplenomegalia; confirmar com perda do formato (baço globoso)

Como medir: Corte coronal oblíquo pelo espaço intercostal esquerdo, maior eixo do polo superior ao inferior.

Homens altos podem ter baço normal até ~13 cm; considerar altura e sexo.

Fontes (2)
  • Chow KU et al. Spleen size is significantly influenced by body height and sex. Radiology. 2016;279:306-13.
  • Bersch JA. Parâmetros de referência em ultrassonografia. CEUS; 2023.
Baço e pâncreas

Pâncreas — espessura e ducto de Wirsung

Cabeça
até ~3,0 cm
Corpo
até ~2,5 cm
Cauda
até ~2,5 cm
Ducto pancreático
≤ 3 mmpode chegar a ~3–4 mm no idoso

Como medir: Corte transverso epigástrico; medidas AP perpendiculares ao eixo da glândula.

No idoso, a glândula fica menor e mais ecogênica (lipossubstituição): não confundir com pancreatite crônica.

Fontes (1)
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound. 5th ed. Elsevier; 2018 — capítulo de pâncreas.

Rins e vias urinárias

Rins e vias urinárias

Rim — comprimento e parênquima

Adulto
10–12 cmdiferença > 2 cm entre os lados merece investigação
Espessura parenquimatosa
≥ 1,5 cm
Idoso
redução progressiva após a 5ª–6ª décadarim ~9–10 cm pode ser normal

Como medir: Maior eixo longitudinal, de polo a polo. Parênquima medido no terço médio, da cápsula à base da pirâmide.

Rim < 9 cm com parênquima fino e ecogênico sugere doença renal crônica.

Fontes (1)
  • Emamian SA et al. Kidney dimensions at sonography: correlation with age, sex, and habitus in 665 adult volunteers. AJR. 1993;160:83-6.
Rins e vias urinárias

Bexiga — parede e resíduo pós-miccional

Parede (distendida)
≤ 3 mm
Parede (vazia)
≤ 5 mm
Resíduo pós-miccional — adulto
< 30 mLdesprezível (normal)
Resíduo pós-miccional — idoso
< 100 mL costuma ser aceito

Como medir: Volume = C × L × AP × 0,52 (elipsoide). Parede medida com bexiga distendida.

Fontes (1)
  • Rumack CM, Levine D. Diagnostic Ultrasound. 5th ed. Elsevier; 2018 — capítulo de bexiga.
Rins e vias urinárias

Próstata — volume

Adulto jovem
até ~20–25 mL
Idoso
aumento progressivo esperado (HPB)> 30 mL costuma ser considerado aumentado

Como medir: Via suprapúbica ou transretal. Volume = T × L × AP × 0,52; 1 mL ≈ 1 g.

Fontes (1)
  • Roehrborn CG. Benign prostatic hyperplasia: an overview. Rev Urol. 2005;7(Suppl 9):S3-14.

Aorta e vasos

Aorta e vasos

Aorta abdominal — diâmetro

Adulto
< 3,0 cm
Ectasia
≥ 1,5× o segmento proximal sem atingir 3,0 cm
Aneurisma
≥ 3,0 cm
Artérias ilíacas comuns
< 1,5 cm

Como medir: Diâmetro máximo externo-externo (parede externa a parede externa), em corte transverso perpendicular ao eixo do vaso.

Informar o método de medida (externo-externo × interno-interno): muda o seguimento.

Fontes (1)
  • Chaikof EL et al. The Society for Vascular Surgery practice guidelines on the care of patients with an abdominal aortic aneurysm. J Vasc Surg. 2018;67:2-77.
Aorta e vasos

Veia cava inferior — diâmetro e colapsabilidade

≤ 2,1 cm e colapso > 50%
PAD estimada ~3 mmHg (0–5)
Situação intermediária
PAD estimada ~8 mmHg (5–10)
> 2,1 cm e colapso < 50%
PAD estimada ~15 mmHg (10–20)

Como medir: Corte subcostal longitudinal, 1–2 cm da junção com o átrio direito, em respiração espontânea (sniff).

Não se aplica a paciente em ventilação mecânica.

Fontes (1)
  • Rudski LG et al. Guidelines for the echocardiographic assessment of the right heart in adults. J Am Soc Echocardiogr. 2010;23:685-713.

Pescoço

Pescoço

Tireoide — dimensões e volume

Lobo — comprimento
~4–6 cm
Lobo — AP
~1,3–1,8 cm
Istmo — espessura
até ~3–5 mm
Volume total — mulher
até ~18 mL
Volume total — homem
até ~25 mL

Como medir: Volume de cada lobo = C × L × AP × 0,52; somar os dois lobos (istmo geralmente não entra).

Valores dependem da ingestão de iodo da população; usar como orientação, não como corte absoluto.

Fontes (2)
  • Brunn J et al. Volumetrie der Schilddrüsenlappen mittels Real-time-Sonographie. Dtsch Med Wochenschr. 1981;106:1338-40.
  • Gutekunst R et al. Ultraschalldiagnostik der Schilddrüse. Dtsch Med Wochenschr. 1988;113:1109-12.

Mama

Mama

BI-RADS — categorias finais e conduta

0 — Incompleto
necessita imagem adicional ou comparação com exames anterioresN/A
1 — Negativo
nenhum achadorisco essencialmente 0%; rastreio de rotina
2 — Benigno
achado benigno (cisto simples, linfonodo intramamário, implante, fibroadenoma estável…)risco essencialmente 0%; rastreio de rotina
3 — Provavelmente benigno
risco ≤ 2%controle em 6 meses, depois 6 e 12 meses (2 anos no total)
4A — Baixa suspeita
risco > 2% a ≤ 10%biópsia
4B — Moderada suspeita
risco > 10% a ≤ 50%biópsia
4C — Alta suspeita
risco > 50% a < 95%biópsia
5 — Altamente sugestivo de malignidade
risco ≥ 95%biópsia
6 — Malignidade comprovada por biópsia
antes do tratamento definitivoexcisão cirúrgica quando clinicamente apropriado

Como medir: A categoria vale para o exame como um todo (lesão mais suspeita). No ultrassom, descrever forma, orientação, margens, padrão de eco e achados posteriores.

BI-RADS 3 no ultrassom só para achados típicos: nódulo sólido oval, paralelo, circunscrito e hipoecoico (provável fibroadenoma), cisto complicado isolado e microcistos agrupados — sem exame anterior que mostre estabilidade.

Fontes (1)
  • Mendelson EB, Böhm-Vélez M, Berg WA et al. ACR BI-RADS® Ultrasound. In: ACR BI-RADS® Atlas, Breast Imaging Reporting and Data System. 5th ed. Reston, VA: American College of Radiology; 2013.
Mama

BI-RADS no ultrassom — léxico dos nódulos

Forma
oval · redonda · irregularirregular é suspeita
Orientação
paralela · não paralela (mais alto que largo)não paralela é suspeita
Margem
circunscrita · não circunscrita: indistinta, angular, microlobulada, espiculadaqualquer margem não circunscrita é suspeita
Padrão de eco
anecoico · hiperecoico · complexo cístico-sólido · hipoecoico · isoecoico · heterogêneo
Achados posteriores
nenhum · reforço · sombra · padrão combinadosombra acústica favorece malignidade
Achados associados
distorção arquitetural, alterações ductais, espessamento/retração cutânea, edema, vascularização, elastografia
Perfil benigno típico
oval, paralelo, circunscrito

Um único achado suspeito é suficiente para categoria 4; a conduta segue o achado mais suspeito, não a média dos achados.

Fontes (1)
  • Mendelson EB, Böhm-Vélez M, Berg WA et al. ACR BI-RADS® Ultrasound. In: ACR BI-RADS® Atlas, Breast Imaging Reporting and Data System. 5th ed. Reston, VA: American College of Radiology; 2013.

Pelve feminina

Pelve feminina

Útero — dimensões

Nulípara
~7–8 × 4–5 × 3–4 cm
Multípara
até ~1–2 cm maior em cada eixo
Pós-menopausa
~5–6 × 3 × 2 cmredução progressiva

Como medir: Longitudinal: fundo ao orifício externo. AP e transverso no maior eixo do corpo.

Fontes (1)
  • Merz E et al. Sonographic size of uterus and ovaries in pre- and postmenopausal women. Ultrasound Obstet Gynecol. 1996;7:38-42.
Pelve feminina

Endométrio — espessura

Menacme — fase proliferativa
~4–8 mm
Menacme — fase secretora
~7–14 mm
Pós-menopausa com sangramento
≤ 4 mm: baixo risco> 4 mm: investigar
Pós-menopausa sem sangramento
sem corte universalmuitos serviços usam ~8–11 mm

Como medir: Espessura dupla (AP) no corte sagital, na porção mais espessa, excluindo líquido intracavitário.

Tamoxifeno e terapia hormonal alteram o endométrio: sempre perguntar e informar no laudo.

Fontes (1)
  • ACOG Committee Opinion No. 734. The role of transvaginal ultrasonography in evaluating the endometrium of women with postmenopausal bleeding. Obstet Gynecol. 2018;131:e124-9.
Pelve feminina

Ovários — volume

Menacme
até ~10 mLPavlik (n = 13.963): média 4,9 mL
Pós-menopausa
até ~5 mLPavlik: média 2,2 mL; assimetria importante merece atenção

Como medir: Volume = C × L × AP × 0,52.

Para SOP (critério de Rotterdam atualizado), volume ≥ 10 mL ou contagem folicular aumentada.

Fontes (2)
  • Pavlik EJ et al. Ovarian volume related to age. Gynecol Oncol. 2000;77:410-2.
  • Teede HJ et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of PCOS. Fertil Steril. 2023;120:767-93.
Pelve feminina

O-RADS US v2022 — categorias de risco e conduta

0 — Incompleto
fatores técnicos impedem caracterizar a lesãorepetir US ou RM
1 — Ovário normal (0%)
sem lesão; folículo ≤ 3 cm ou corpo lúteo (tipicamente ≤ 3 cm)nenhuma conduta
2 — Quase certamente benigno (< 1%)
cisto simples ≤ 3 cm (pós-menopausa)nenhuma conduta
2 — cisto simples > 3 a 5 cm
pré-menopausa: nada · pós-menopausa: US em 12 meses
2 — cisto simples > 5 e < 10 cm
US em 12 meses
2 — unilocular liso não simples (ecos internos/septos incompletos) ou bilocular liso ≤ 3 cm
pré-menopausa: nada · pós-menopausa: US em 12 meses
2 — unilocular liso não simples ou bilocular liso > 3 e < 10 cm
US em 6 meses
2 — lesão benigna clássica ovariana < 10 cm ou extraovariana (qualquer tamanho)
ver item "O-RADS — lesões benignas clássicas"
3 — Baixo risco (1 a < 10%)
lesão benigna clássica ≥ 10 cm · cisto uni/bilocular liso ≥ 10 cm · unilocular irregular (qualquer tamanho) · multilocular liso < 10 cm com CS < 4 · sólido liso CS 1 (± sombra) · sólido liso com sombra CS 2–3se não operado, US em até 6 meses; se sólido, considerar especialista em US ou RM (O-RADS RM); ginecologista
4 — Risco intermediário (10 a < 50%)
bilocular sem sólido irregular · multilocular sem sólido: liso ≥ 10 cm CS < 4, liso CS 4, ou irregular · unilocular com componente sólido < 4 projeções papilares · bi/multilocular com sólido CS 1–2 · sólido liso sem sombra CS 2–3especialista em US ou RM (O-RADS RM); ginecologista com oncoginecologista
5 — Alto risco (≥ 50%)
unilocular com ≥ 4 projeções papilares · bi/multilocular com sólido CS 3–4 · sólido liso CS 4 (± sombra) · sólido irregular · ascite e/ou nódulos peritoneais (não explicados por outra causa)oncoginecologista

Como medir: Lisa/irregular: parede interna ou septos (cisto) e contorno externo (sólido); parede irregular = projeção < 3 mm. Componente sólido = projeta-se ≥ 3 mm. Lesão sólida = ≥ 80% sólida. Bilocular = 2 lóculos; multilocular = ≥ 3. Escore de cor (CS): 1 sem fluxo, 2 mínimo, 3 moderado, 4 muito intenso. Pós-menopausa = amenorreia ≥ 1 ano (inicial < 5 anos; tardia ≥ 5 anos).

Controle de O-RADS 2: se reduzir ≥ 10–15% na dimensão média, encerrar; se estável, US em 24 meses do exame inicial; se crescer ≥ 10–15%, US em 12 e 24 meses e conduta com ginecologia. Cisto bilocular liso tem risco menor, independentemente do tamanho ou do CS.

Fontes (2)
  • American College of Radiology. O-RADS™ US v2022 — Assessment Categories and Classic Benign Lesions. Reston, VA: ACR; 2022.
  • Strachowski LM et al. O-RADS US v2022: an update from the American College of Radiology's Ovarian-Adnexal Reporting and Data System US Committee. Radiology. 2023;308:e230685.
Pelve feminina

O-RADS — lesões benignas clássicas

Cisto hemorrágico típico
unilocular, sem vascularização interna, com padrão reticular (fibrina) e/ou coágulo retrátil (margens retas, côncavas ou angulares)pré-menopausa ≤ 5 cm: nada; > 5 e < 10 cm: US em 2–3 meses. Pós-menopausa inicial: confirmar (US 2–3 meses, especialista ou RM). Pós-menopausa tardia: não deve ocorrer — recategorizar
Cisto dermoide típico
≤ 3 lóculos, sem vascularização interna, com componente hiperecoico com sombra, linhas e pontos hiperecoicos e/ou estruturas esféricas ecogênicas flutuantes≤ 3 cm: considerar US em 12 meses; > 3 e < 10 cm: se não operado, US em 12 meses
Endometrioma típico
≤ 3 lóculos, sem vascularização interna, ecos homogêneos de baixo nível (vidro fosco), paredes lisas; ± focos ecogênicos puntiformes na paredepré-menopausa < 10 cm: se não operado, US em 12 meses. Pós-menopausa: confirmar (US 2–3 meses, especialista ou RM), depois US em 12 meses
Cisto paraovariano típico
cisto simples separado do ovárionenhuma conduta de imagem
Cisto de inclusão peritoneal típico
coleção que se molda aos órgãos pélvicos, com o ovário na margem ou suspenso; ± septos (aderências)nenhuma conduta de imagem
Hidrossalpinge típica
estrutura tubular anecoica; ± septos incompletos (dobras) e pregas endossalpingeaisnenhuma conduta de imagem

Como medir: Se houver qualquer aspecto atípico, recategorizar pelo léxico (unilocular, multilocular, sólido…). Se o aspecto for apenas sugestivo, considerar US em até 3 meses.

Endometriomas têm risco maior de malignização após a menopausa e quando presentes há mais de 10 anos.

Fontes (1)
  • American College of Radiology. O-RADS™ US v2022 — Assessment Categories and Classic Benign Lesions. Reston, VA: ACR; 2022.
Pelve feminina

Síndrome dos ovários policísticos (SOP) — critérios ao ultrassom

Morfologia ovariana policística (MOP)
≥ 20 folículos de 2–9 mm em pelo menos um ováriocontagem por ovário (FNPO), via transvaginal
Alternativa — volume ovariano
≥ 10 mL em pelo menos um ovárioquando a contagem não é confiável (ex.: via abdominal)
Alternativa — folículos por corte
≥ 10 folículos em um único corte
Diagnóstico (Rotterdam)
2 de 3: hiperandrogenismo clínico/bioquímico · disfunção ovulatória · MOP (ou AMH elevado)
Adolescentes (< 8 anos após a menarca)
não usar ultrassom nem AMH para o diagnósticoexigir hiperandrogenismo + disfunção ovulatória

Como medir: Preferir via transvaginal com transdutor ≥ 8 MHz. Contar todos os folículos de 2–9 mm em cada ovário (varredura completa). Excluir corpo lúteo, cistos e folículo dominante (> 10 mm) do cálculo do volume.

Ovários com muitos folículos são comuns em adolescentes e jovens: sem os critérios clínicos, MOP isolada não é SOP.

Fontes (1)
  • Teede HJ et al. Recommendations from the 2023 International Evidence-based Guideline for the Assessment and Management of Polycystic Ovary Syndrome. J Clin Endocrinol Metab. 2023;108:2447-69.

Bolsa escrotal

Bolsa escrotal

Testículos — dimensões e volume

Dimensões
~4–5 × 2–3 × 2–3 cm
Volume (Lambert)
≥ ~12 mLdiferença > 20% entre os lados é relevante

Como medir: Volume pela fórmula de Lambert: C × L × AP × 0,71 (ou elipsoide 0,52 — informar qual).

Fontes (1)
  • Sakamoto H et al. Testicular volume measurement: comparison of ultrasonography, orchidometry, and water displacement. Urology. 2007;69:152-7.

Pênis

Pênis

Doppler peniano na disfunção erétil — com e sem medicação

Sem medicação (flácido)
VPS da cavernosa com valor limitadocortes de 10–15 cm/s já foram testados, sem acurácia consistente > 80%; não substitui o teste com injeção
Com medicação — VPS normal
> 30 cm/s
Com medicação — VPS limítrofe
25–30 cm/s
Com medicação — insuficiência arterial
VPS < 25 cm/sconsiderar resposta farmacológica adequada antes de concluir
Com medicação — VDF normal
< 3–5 cm/s (tende a zero ou reversa na ereção rígida)
Disfunção veno-oclusiva (escape venoso)
VDF > 5–6 cm/s com VPS normalIR < 0,6 reforça; confirmar que a ereção foi máxima
Achados associados
placa de Peyronie (espessamento/calcificação da túnica), fibrose, fístula (priapismo de alto fluxo)

Como medir: Transdutor linear 7,5–12 MHz. 1) Pênis flácido: modo B dos corpos cavernosos e túnica (placas de Peyronie, fibrose). 2) Injeção intracavernosa de droga vasoativa (PGE1 isolada ou combinações com papaverina/fentolamina), de preferência com estímulo audiovisual. 3) Medir VPS, VDF e IR em cada artéria cavernosa, na base, em vários tempos (a partir de ~5 min; referência habitual aos 10 min) até o pico de fluxo e a ereção máxima.

Ansiedade gera falso escape venoso: redosar ou estimular antes de concluir. Orientar sobre priapismo — ereção > 4 h exige reversão imediata.

Fontes (2)
  • Sikka SC et al. Standardization of vascular assessment of erectile dysfunction: standard operating procedures for duplex ultrasound. J Sex Med. 2013;10:120-9.
  • Ma M et al. Current approaches to the diagnosis of vascular erectile dysfunction. Transl Androl Urol. 2020;9:709-21.

Reumatologia

Reumatologia

Sinovite ativa — escore EULAR-OMERACT (escala de cinza + power Doppler)

HS grau 0
sem hipertrofia sinovial (com ou sem derrame)
HS grau 1 (mínima)
até a linha que une as superfícies ósseas
HS grau 2 (moderada)
além da linha articular, com superfície côncava/plana
HS grau 3 (grave)
além da linha articular, com superfície plana ou convexa (abaulada)
PD grau 0
sem sinal Doppler
PD grau 1 (mínimo)
até 3 pontos isolados, ou 1 confluente + 2 isolados, ou até 2 confluentes
PD grau 2 (moderado)
maior que grau 1, mas < 50% da área de HS
PD grau 3 (grave)
> 50% da área de HS
Escore combinado 0
sem HS e sem PD — articulação normal
Escore combinado 1
HS 1 e PD ≤ 1
Escore combinado 2
HS 2 e PD ≤ 2, ou HS 1 e PD 2
Escore combinado 3
HS 3 e PD ≤ 3, ou HS 1–2 e PD 3

Como medir: Articulações em repouso (sem compressão), corte longitudinal dorsal. Power Doppler com PRF baixa (~0,5–1 kHz), ganho logo abaixo do ruído. Graduar a hipertrofia sinovial (HS) e o sinal Doppler dentro da sinóvia; o escore final é o maior dos dois.

Sinal power Doppler (≥ 1) indica sinovite ativa (inflamação em atividade). Vasos nutrícios normais podem aparecer: procurar sinal dentro da sinóvia hipertrofiada.

Fontes (1)
  • D'Agostino MA et al. Scoring ultrasound synovitis in rheumatoid arthritis: a EULAR-OMERACT ultrasound taskforce — Part 1. RMD Open. 2017;3:e000428.

Pele e subcutâneo

Pele e subcutâneo

Lipedema — classificação e critérios ao ultrassom

Estágio 1
pele lisa; subcutâneo espessado com nódulos pequenos
Estágio 2
pele irregular ("casca de laranja"), nódulos maiores
Estágio 3
lobos de gordura e deformidades, sobretudo em coxas e joelhos
Estágio 4 (lipolinfedema)
lipedema associado a linfedema
Tipo I
pelve, glúteos e quadris
Tipo II
dos glúteos até os joelhos
Tipo III
dos glúteos até os tornozelos (poupa os pés — sinal do "manguito")
Tipo IV
braços
Tipo V
apenas pernas (panturrilhas)
US — subcutâneo pré-tibial
≥ 11,7 mm sugere lipedemacoxa ≥ 11,9 mm (Amato)
US — aspecto
hipoderme espessada com septos fibrosos ecogênicos; derme de espessura e ecogenicidade preservadas; sem líquido
Diferencial com linfedema
linfedema: derme espessada, edema, lagos anecoicos (padrão em "pedra de calçamento"), acomete os pés

Como medir: Transdutor linear de alta frequência, sem compressão. Medir espessura da derme e do subcutâneo em pontos fixos (coxa anterior, pré-tibial, face lateral da perna, supramaleolar medial), bilateralmente.

O diagnóstico de lipedema é clínico (distribuição simétrica, dor, hematomas fáceis, poupa pés/mãos); o ultrassom apoia e documenta a evolução.

Fontes (2)
  • Amato ACM et al. Ultrasound criteria for lipedema diagnosis. Phlebology. 2021;36:651-8.
  • Herbst KL et al. Standard of care for lipedema in the United States. Phlebology. 2021;36:779-96.
Pele e subcutâneo

Hidradenite supurativa — achados, estadiamento (SOS-HS, Hurley) e tipos de túnel

Achados elementares
alargamento dos folículos pilosos · pseudocistos dérmicos · coleções hipoecoicas · túneis (trajetos fistulosos) · fragmentos de pelo no interior
SOS-HS I
1 coleção e/ou alterações dérmicas em 1 segmento corporal, sem túneis
SOS-HS II
2–4 coleções e/ou 1 túnel, com alterações dérmicas em até 2 segmentos
SOS-HS III
≥ 5 coleções e/ou ≥ 2 túneis, e/ou acometimento de ≥ 3 segmentos
Túnel tipo 1
sem fibrose e sem edema importante
Túnel tipo 2
fibrose e edema leves
Túnel tipo 3
fibrose acentuada e múltiplas áreas de edema
Hurley I (clínico)
abscessos sem túneis e sem cicatrizes
Hurley II (clínico)
abscessos recorrentes com túneis e cicatrizes, lesões separadas
Hurley III (clínico)
acometimento difuso com túneis interconectados
Atividade
vascularização ao Doppler em coleções, túneis e derme indica doença ativa

Como medir: Transdutor linear ≥ 15 MHz, bastante gel, sem compressão. Examinar todas as regiões (axilas, inguinais, glúteos, inframamária) e registrar por segmento corporal.

O exame clínico isolado subestima a gravidade: o ultrassom encontra coleções e túneis subclínicos e muda a conduta com frequência.

Fontes (2)
  • Wortsman X et al. Ultrasound in-depth characterization and staging of hidradenitis suppurativa. Dermatol Surg. 2013;39:1835-42.
  • Mendes-Bastos P et al. The use of ultrasound and magnetic resonance imaging in the management of hidradenitis suppurativa: a narrative review. Br J Dermatol. 2023;188:591-600.
Pele e subcutâneo

Mapeamento facial com Doppler antes de preenchimento

Áreas de maior risco
glabela, fronte, têmpora, nariz, sulco nasolabial
Ramos da carótida interna
supratroclear, supraorbital, dorsal do nariz (comunicação com a oftálmica — risco de cegueira)
Ramos da carótida externa
temporal superficial, facial, angular, labiais
Artéria facial no sulco nasolabial
profundidade média ~3,4 ± 0,6 mm
Artéria angular (espaço piriforme)
trajeto mais próximo da pele que do osso; evitar bolus supraperiosteal
O que registrar
artéria, trajeto, profundidade, plano (subcutâneo/muscular/supraperiosteal), variações anatômicas e preenchedores prévios

Como medir: Transdutor linear de alta frequência (≥ 15–18 MHz), muito gel e mínima pressão (a compressão apaga o fluxo). Color/power Doppler com PRF baixa. Marcar na pele o trajeto e a profundidade das artérias nas áreas a tratar.

A anatomia arterial da face varia muito entre pessoas e entre lados: o mapeamento individual reduz, mas não elimina, o risco de oclusão.

Fontes (3)
  • Lee W. Hyaluronic acid filler injection guided by Doppler ultrasound. Arch Plast Surg. 2023;50:348-53.
  • Shetty P et al. High-resolution ultrasound mapping of the facial artery at the mandible and nasolabial fold to prevent filler-related complications (resumo). Plast Reconstr Surg Glob Open. 2024;12(Suppl 5).
  • Wortsman X. Identification and complications of cosmetic fillers: sonography first. J Ultrasound Med. 2015;34:1163-72.
Pele e subcutâneo

Preenchedores — identificação ao US e graus de complicações

Ácido hialurônico
depósitos anecoicos/hipoecoicos arredondados (pseudocistos)
Hidroxiapatita de cálcio
depósitos hiperecoicos com sombra acústica posterior
PMMA
pontos hiperecoicos com artefatos em mini cauda de cometa
Silicone líquido
padrão hiperecoico em "tempestade de neve" com reverberação posterior
Ácido poli-L-láctico
linhas e pontos hiperecoicos finos
Complicação precoce
até 14 dias: equimose, edema, nódulo por excesso, infecção, oclusão vascular
Complicação tardia
14 dias a 1 ano: nódulos, granuloma, migração, infecção tardia/biofilme
Complicação muito tardia
> 1 ano: granulomas, migração, reações inflamatórias
Oclusão vascular — Doppler (frequência)
ausência de fluxo em perfurantes 42% · ausência em artérias principais 35% · fluxo compensatório 26% · sinal da corda 18% · desvio de fluxo 16% · VPS aumentada 16% · tardus-parvus 9% · onda em staccato 8% · sem alteração 12%
Granuloma
nódulos/pseudonódulos hipoecoicos ou tecido hipoecoico ao redor do depósito, com vascularização

Na suspeita de oclusão, o US localiza o depósito e a artéria acometida e guia a hialuronidase de forma dirigida. Dor, palidez e livedo após a injeção são urgência.

Fontes (4)
  • Wortsman X. Identification and complications of cosmetic fillers: sonography first. J Ultrasound Med. 2015;34:1163-72.
  • Funt D, Pavicic T. Dermal fillers in aesthetics: an overview of adverse events and treatment approaches. Plast Surg Nurs. 2015;35:13-32.
  • Sigrist RMS et al. Doppler ultrasound findings in filler-related facial vascular adverse events: an international multicenter study. Diagnostics (Basel). 2026;16:1587.
  • Schelke LW et al. Early ultrasound for diagnosis and treatment of vascular adverse events with hyaluronic acid fillers. J Am Acad Dermatol. 2023;88:79-85.

Olho e órbita

Olho e órbita

Ultrassom ocular — trauma, descolamentos e luxação do cristalino

Diâmetro AP do globo (adulto)
~22–25 mm
Luxação/subluxação do cristalino
cristalino fora da posição retroiridiana: inclinado (subluxação), no vítreo (posterior, geralmente em posição pendente) ou na câmara anteriorcausas: trauma, Marfan, homocistinúria
Descolamento de retina
membrana espessa, ecogênica, presa ao disco óptico (forma em "V"); pouco móvelDoppler: fluxo na membrana (contínuo com a artéria central da retina)
Descolamento do vítreo posterior
membrana fina, ondulante, muito móvel; afasta-se do disco ópticoDoppler: sem fluxo
Descolamento de coroide
membranas espessas, convexas (abauladas), que NÃO chegam ao disco óptico; "kissing" se se tocamDoppler: fluxo arterial nas membranas
Hemorragia vítrea
ecos móveis no vítreo (finos e dispersos na fase aguda; organizam-se em membranas)
Ruptura do globo (suspeita)
redução do volume/contorno irregular do globo, câmara anterior rasa, hemorragia vítrea, corpo estranhoem suspeita de globo aberto, preferir TC; se fizer US, sem nenhuma pressão
Corpo estranho intraocular
foco hiperecoico com sombra ou reverberação (metal: cauda de cometa)
Doppler — oclusão da artéria central da retina
ausência/redução de fluxo na artéria central; "spot sign" (foco hiperecoico no nervo óptico) sugere êmbolo
Bainha do nervo óptico (hipertensão intracraniana)
medida 3 mm atrás do globo; diâmetro aumentado sugere HICacurácia agrupada: sens. 92%, esp. 90%; cortes entre ~5 e 6 mm variam por estudo

Como medir: Transdutor linear de alta frequência sobre a pálpebra fechada, muito gel e SEM pressão. Cortes axial e sagital, olhar neutro e movimentos oculares (exame dinâmico). Doppler com PRF baixa e ganho moderado.

Descolamento de retina recente pode ser fino e móvel; o critério mais confiável é a inserção no disco óptico e o fluxo ao Doppler.

Fontes (3)
  • De La Hoz Polo M et al. Ocular ultrasonography focused on the posterior eye segment: what radiologists should know. Insights Imaging. 2016;7:351-64.
  • Jacobsen B et al. Retrospective review of ocular point-of-care ultrasound for detection of retinal detachment. West J Emerg Med. 2016;17:196-200.
  • Melo RH et al. Optic nerve sheath diameter sonography for the diagnosis of increased intracranial pressure in nontraumatic neurocritically ill patients: meta-analysis. Neurocrit Care. 2025;43:659-70.

Trato gastrointestinal

Trato gastrointestinal

Apêndice cecal — diâmetro

Normal
≤ 6 mm e compressível
Sugere apendicite
> 6 mm, não compressível, com dor à compressão

Como medir: Compressão gradual na fossa ilíaca direita; diâmetro externo máximo sob compressão.

Sinais indiretos ajudam: gordura periapendicular hiperecogênica, apendicolito, líquido livre.

Fontes (1)
  • Puylaert JB. Acute appendicitis: US evaluation using graded compression. Radiology. 1986;158:355-60.