Ultrassom 360°
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Displasia do desenvolvimento do quadril: a ultrassonografia de Graf ainda é o padrão

Mais de quatro décadas depois de Reinhard Graf descrever seu método, o ultrassom continua sendo a ferramenta central no rastreamento da displasia do quadril em recém-nascidos.

Publicado em 24 de agosto de 2026Última atualização em 24 de agosto de 2026

Descrito por Reinhard Graf em 1980, o método que avalia a cobertura óssea e cartilaginosa da cabeça femoral pelo acetábulo — através dos ângulos alfa e beta — continua sendo a técnica ultrassonográfica mais usada para rastreamento da displasia do desenvolvimento do quadril (DDH).

Os ângulos que definem a classificação

O ângulo alfa mede a inclinação do teto acetabular em relação à linha ilíaca de base — valores normais ficam acima de 60°. O ângulo beta avalia a cobertura cartilaginosa. A combinação classifica o quadril nos tipos I a IV de Graf, que orientam diretamente a conduta.

Por que o rastreamento sistemático importa

Populações submetidas a rastreamento ultrassonográfico universal identificam e tratam mais casos de displasia do que populações rastreadas apenas por exame clínico — a diferença já foi estimada em 5–7% contra 2% em alguns estudos. A técnica exige, porém, plano de corte padronizado e reconhecimento correto dos reparos anatômicos para ser reprodutível.

Conteúdo destinado à educação e atualização em saúde, não substitui avaliação médica individualizada.

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