Displasia do desenvolvimento do quadril: a ultrassonografia de Graf ainda é o padrão
Mais de quatro décadas depois de Reinhard Graf descrever seu método, o ultrassom continua sendo a ferramenta central no rastreamento da displasia do quadril em recém-nascidos.
Descrito por Reinhard Graf em 1980, o método que avalia a cobertura óssea e cartilaginosa da cabeça femoral pelo acetábulo — através dos ângulos alfa e beta — continua sendo a técnica ultrassonográfica mais usada para rastreamento da displasia do desenvolvimento do quadril (DDH).
Os ângulos que definem a classificação
O ângulo alfa mede a inclinação do teto acetabular em relação à linha ilíaca de base — valores normais ficam acima de 60°. O ângulo beta avalia a cobertura cartilaginosa. A combinação classifica o quadril nos tipos I a IV de Graf, que orientam diretamente a conduta.
Por que o rastreamento sistemático importa
Populações submetidas a rastreamento ultrassonográfico universal identificam e tratam mais casos de displasia do que populações rastreadas apenas por exame clínico — a diferença já foi estimada em 5–7% contra 2% em alguns estudos. A técnica exige, porém, plano de corte padronizado e reconhecimento correto dos reparos anatômicos para ser reprodutível.
Referências
- Ultrasound techniques for the detection of developmental dysplasia of the hip: a systematic review and meta-analysis — São Paulo Medical Journal, 2022
Conteúdo destinado à educação e atualização em saúde, não substitui avaliação médica individualizada.