Ultrassom dermatológico: o que a alta frequência revela sobre a pele
Da caracterização de tumores cutâneos ao acompanhamento de cicatrizes, o ultrassom de alta frequência abre uma janela sobre camadas da pele que o exame clínico isolado não alcança.
Com transdutores de 15 a 25 MHz — e sistemas experimentais chegando a frequências ainda mais altas — o ultrassom dermatológico distingue camadas que o olho e a palpação não conseguem separar: epiderme, derme, subcutâneo e fáscia. Isso muda o que é possível responder antes de uma biópsia.
Onde a alta frequência muda a conduta
As aplicações mais consolidadas incluem caracterização de tumores cutâneos (definindo profundidade e margens antes da excisão), avaliação de doenças inflamatórias como psoríase e morfeia, acompanhamento de cicatrizes hipertróficas e mapeamento de coleções e corpos estranhos superficiais.
Um complemento ao exame clínico, não um substituto
O valor do ultrassom aqui não é competir com a inspeção dermatológica — é responder perguntas que a inspeção não alcança: qual a profundidade real da lesão, ela invade a fáscia, há vascularização associada. Isso importa diretamente para o planejamento cirúrgico.
Referências
- Radiologic Approach for Skin US — RadioGraphics, 2022
Conteúdo destinado à educação e atualização em saúde, não substitui avaliação médica individualizada.